Relacionamento



Texto de Ivan Martins

Nós, incompletos



"Gente perfeita não precisa dos outros. São tipos como você e eu que necessitam das qualidades dos parceiros. Eles nos emprestam organização, paciência e disciplina, em troca de humor, espontaneidade e imaginação. Eles nos dão coragem quando somos covardes, nos acalmam se estamos em fúria e elucidam, com a sua inteligência, tramas que nós seriamos incapazes de enxergar. Eles não são melhores do que nós, mas são diferentes – e isso, boa parte das vezes, é essencial. 
Enfatizo tamanha obviedade porque estamos sufocados pela ideia de perfeição. Para garantir a nossa posição no relacionamento (e no mundo) temos de ser bonitos, inteligentes e bem-sucedidos. Além de totalmente independentes, claro: estou com você porque eu quero, não porque preciso, entendeu? Precisar do amor e da atenção do outro é feio."  Continue lendo no site: http://revistaepoca.globo.com//Sociedade/ivan-martins/noticia/2013/04/nos-incompletos.html




Respeito aos animais

Os animais existem por suas próprias razões.
Eles não foram feitos para humanos,
assim como negros não foram feitos para brancos
ou mulheres para os homens.
Alice Walker

O respeito é muito importante e deve ser exercitado pelas pessoas todos os dias. O princípio da não-agressão também serve para cuidarmos dos outros seres que habitam nosso planeta. Não adianta nada falar em não-agressão se não desenvolvermos o respeito e compaixão pelos animais. Eles, que são inteiramente emocionais, devem ser valorizados a todo o momento.
Quando fiz 18 anos decidi que não iria mais comer carne de nenhum tipo. Foi a melhor escolha que já fiz na vida. Tornei-me muito mais sensível e feliz.

Os animais, por serem muito sensíveis, sentem com muita facilidade as intenções sobre eles. No momento em que são levados para o abate, ficam com medo, sentem a frustração de não poderem agir e transmitem estes sentimentos ao corpo (carne). E esta carne é ingerida pela maioria dos seres humanos, contendo todas  as sensações geradas.

Além disso, o maltrato aos animais não acontece só no momento do abate, eles ficam muitas vezes presos e enjaulados tendo que viver as condições de serem meros seres a nos alimentar. O filme "A Carne é Fraca" retrata em certo momento um caso que me impressionou, o caso do baby beef: o coitadinho do bezerro é obrigado a ficar em um lugar escuro, suspenso, sem tocar as patas no chão pois a sua musculatura é tão fraca que não consegue sustentar o corpo.

E por consequência ele fica anêmico. Isso tudo para as pessoas comerem uma carne mais “magra”. Além desta cena, este documentário relata outras cenas muito fortes, o sofrimento dos bovinos, suínos, entre outros animais.

Quando as pessoas falam em não-agressão devem começar com um ato que fazem todos os dias, que é alimentar-se. 

No âmbito da alimentação existem outros fatores que nos tornam pessoas mais ofensivas. Lembram que comentei a questão dos animais serem seres completamente emocionais? Aquilo que eles sentem é mantido na carne. E o que você ingere é assimilado e incorporado no seu corpo em seus sentimentos. Por exemplo: ao ingerir qualquer alimento relacionado a dor e medo isso pode fazer com que você tenha pesadelos e atitudes mais hostis nas palavras e na forma de se expressar.

Na norma ética, ahimsá (que significa não-agressão em sânscrito¹), o Educador DeRose cita em um dos trechos: “Derramar o sangue dos animais ou infligir-lhes sofrimento para alimentar-se de suas carnes mortas constitui barbárie indigna de uma pessoa sensível.”

Existem muitos relatos, filmes, que nos fazem pensar nessa atitude perante aos animais. Estamos acostumados, por mero paradigma, a olhar a carne como alimento. Mas pare e pense: você sairia da mesa e mataria um boi ou estrangularia uma galinha ou trituraria um pintinho, para se alimentar? Se não o faria, por que então comê-los?


Tente ficar um período sem comer carnes, perceba quais as sensações geradas e elimine este condicionamento. Faça esta escolha de forma consciente, experimente!

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1. Sânscrito - Língua morta da Índia antiga, proveniente do tronco linguístico indo-europeu surgido há milhares de anos - chamado sânscrito arcaico - e que influenciou praticamente todos os idiomas ocidentais. (Léxico de Yôga antigo, Silva, Lucila - SwáSthya Yôga Kôsha, sânscrito- português, 1ª edição - 2007.)



Ahímsa - O C¢digo de Ética da não agressão

Quando me propus a observar este código de ética, da Nossa Cultura foi para me lapidar e procurar ser menos agressiva, comigo e com as pessoas à volta. E refleti um pouco sobre isso...

Toda vez que uma pessoa nos agride e respondemos com agressividade o que gera é agressividade, pensamos assim: agressividade + agressividade = AGRESSIVIDADE.
É com a observação que começaremos a lapidar nossas atitudes da não agressão. Observar traduz-se, segundo o Dicionário da Língua Portuguesa, como :  v. 1 olhar com atenção para (alguém, algo) SIN examinar 2 espreitar, espiar (em segredo) 3 cumprir (ordem, regulamento) 4 reparar, notar 5 advertir. Quando você se propõe a fazer algo é preciso estar presente, assim o fará bem feito.
Não adianta nada ensinar e falar sobre boas maneiras, bom relacionamento humano, boa cultura sem mirar para seus atos. Se você ensina uma coisa e se comporta de outra forma, não está de acordo com aquilo que se refere. A agressão pode ser feita através de um olhar, da maneira como você fala e da expressão corporal.
Nos primeiros tempos é normal que hajam falhas, afinal de contas, quebrar um condicionamento exige disciplina. O mais importante é diminuir a intensidade com que você agride.
O primeiro passo para melhorar isso é se relacionar da melhor forma com as pessoas mais próximas. Tratar com respeito, com carinho e paciência os amigos, os companheiros de trabalho, o seu parceiro. E consequentemente as pessoas com menos intimidade.
Não responda uma resposta irritado, não discuta, não xingue e não acomode-se.
Exercite sua civilidade.
Afinal de contas: “O que vem a ser “civilidade”? O Dicionário Houaiss nos diz que é “um conjunto de formalidades, de palavras e atos que os cidadãos adotam entre si para demonstrar mútuo respeito e consideração, boas maneiras, cortesia.” Como sinônimo nos oferece a palavra “delicadeza”.
Eu tiraria formalidades e colocaria atitudes, já que a civilidade precisa ser tão legitimamente incorporada que não deve depender de formalidades. Defendo que a civilidade é autêntica quando exercida até com seus amigos íntimos, com seus familiares e com seu parceiro afetivo.” DeRose



"Eles se amam. Todo mundo sabe mas ninguém acredita. Não conseguem ficar juntos. Simples. Complexo. Quase impossivel. Ele continua vivendo sua vidinha idealizada e ela continua idealizando sua vidinha. Alguns dizem que isso jamais daria certo. Outros dizem que foram feitos um para o outro. Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas. Ela quer atitudes, ele quer ela. Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela. E assim vão vivendo até quando a vontade de estar com o outro for maior do que os outros. Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro. E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz. Nunca mais se viram, nunca mais se tocaram e nunca mais serão os mesmos. É fácil porque os dias passam rápidos demais, é dificil porque o sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles. E todos os dias eles se perguntam o que fazer. E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas esquecidas pelo primeiro sorriso do outro. E que no momento certo se reencontrem e que nada, nada seja por acaso."



Fábula sobre a Síndrome de Caim
Texto extraído do Blog do DeRosewww.metododerose.org/blog
Quando surgiu o gênero Homo, de onde viria a desenvolver-se a espécie Homo sapiens, havia duas subespécies: Homo amābilis e Homo malīgnus. Essas subespécies eram tão semelhantes que até podiam cruzar e eventualmente o faziam, gerando uma descendência híbrida. Mas havia uma diferença entre elas. OHomo amābilis era um animal doce e querido, de sentimentos francos e comportamento dócil. Jamais agredia, nem para se defender. Repartia a comida (frutos, raízes, folhas, mel), dividia a caverna, compartilhava as ferramentas. Nunca esperava uma agressão ou traição por parte do Homo malīgnus. Este, por sua vez, era o oposto. Sempre tramando ardis para roubar a comida, as ferramentas, a moradia e tudo o que o Homo amābilis possuísse. Há quem diga que o relato bíblico de Abel e Caim, os primeiros homens sobre a Terra, referia-se àquelas duas subespécies.
Havia, na época, alguns poucos milhares de exemplares da espécie Homo no planeta e não se esperava que ela vingasse, pois era menos aparelhada para sobreviver que os outros animais. Não dispunha de presas, garras, chifres, veneno, velocidade, nada. Mas uma das subespécies parecia ter desenvolvido, como arma secreta, uma astúcia maligna. Com ela, engendrava ciladas para os animais, inclusive os da mesma espécie, a fim de levar vantagem, destruí-los e tomar tudo o que eles tinham.
Com o tempo, o Homo amābilis entrou em extinção por razões ainda não muito claras, enquanto o Homo malīgnus sobrepujou e sobreviveu. Dele, evoluiu o Homo sapiens. Por isso, temos tantas invejas, tanto ódio, tanto prazer em destruir, em falar mal. Por isso, existem crimes e guerras. Por isso, o ser humano destrói o meio ambiente, desmata as florestas, polui as águas. Por isso, ele tortura e mata sem sensibilidade tanto outros humanos quanto os animais e devora suas carnes.
O Homo malīgnus só não destruiu totalmente a vida no planeta porque alguns espécimes trazem os genes recessivos do Homo amābilis, adquiridos por ocasião dos cruzamentos acidentais entre as duas subespécies na aurora desse “pithecos” que se diz Homo. Um bom número dos que trazem os genes do Homo amābilis são hoje praticantes do Método DeRose e vegetarianos convictos. E é por isso que ainda há esperança para a humanidade e para o planeta. 
DeRose

Extraído do livro Alternativas de Relacionamento Afetivo. Autor: DeRose
Como Evitar Brigas
Os conflitos entre seres humanos raramente têm um motivo racional. São quase sempre emocionais. E emocionais às raias da insanidade. Começam por causa de uma determinada modulação de voz ou da imperceptível contração de um músculo facial, captado pelo inconsciente instintivo, o qual deflagrará todo um sistema de autodefesa e o humanóide responderá com causticidade.
A partir daí, cada hominídeo se colocará dentro de uma fortaleza e tratará de defender os seus pontos de vista, tentando provar ao outro que está com a razão. O problema é que os dois estarão fazendo a mesma coisa, logo, não chegarão a parte alguma.
A estratégia mais inteligente utilizada pelas pessoas bem-sucedidas é pensar com a cabeça do outro. A realidade é uma questão de ótica. Assim que você começar a aplicar esta tática, vai constatar o quanto é fácil não brigar.
Usando este recurso, você não estará sendo inferior ou mais fraco. Pelo contrário, estará dando os primeiros passos na arte de dominar o adversário, fazendo com que não o veja mais como um agressor. Depois que ele não estiver mais na defensiva e o clima emocional for afetuoso, você conseguirá o que quer – sem confrontos!
Os melhores generais foram os que venceram os inimigos sem apelar para o elevado custo das batalhas.
Compare o custo/benefício de uma desgastante briga entre pessoas que se amam, a qual poderá durar horas infinitas ou até dias; poderá deixar sequelas como uma mágoa para o resto da vida; poderá comprometer o desejo sexual; poderá até gerar um rompimento definitivo. Compare isso com o poder de estar no comando e descobrir que tipo de carinho, que tipo de fisionomia, que tipo de tom de voz, que tipo de frase, poderia derreter o parceiro e atirá-lo indefeso aos seus pés!
Agora considere: quem é o mais forte, o que enfrenta ou o que consegue não brigar?


                                 
Texto de Marie Forleo

" Esse é o verdadeiro propósito de um relacionamento, servir para o crescimento pessoal mútuo e a sublime expressão de cada indivíduo. É uma chance para compartilhar o seu entusiasmo por estar viva e se doar para outra pessoa. Os relacionamentos proporcionam a oportunidade de iluminar alguma parte dentro de você que ficou obscurecida durante muito tempo por causa do medo e da incerteza; contemplar a grandeza de outra pessoa de maneira que ela possa adentrar a magnificência de sua alma é querer se expressar. Dessa forma, o relacionamento se torna a maior ferramenta para a descoberta pessoal...

...Quando nos esforçamos para descobrir com o que podemos contribuir em vez de extrair de um relacionamento, nossa vida inteira se transforma. Nós não vemos mais os nossos parceiros como antagonistas. Agora os vemos como professores e aliados para nos ajudar a descobrir e experimentar a nossa glória." 




O Sorriso

Texto do Prof. DeRose em seu livro: Método de Boas Maneiras

O mundo é como um espelho: sorria para ele e só verá sorrisos. Se há uma linguagem universal, essa é a do sorriso. Você pode não falar o idioma de um determinado país, mas ao sorrir para as pessoas, todos o compreendem e retribuem. O sorriso serve como cumprimento, como pedido de desculpas e como aceno silente e simpático quando olhares se cruzam. Se você entra num ambiente e sorri para os que lá estão, é como se estivesse lhes dizendo: “Como vão? Estou feliz por vê-los”. Se, ao conduzir seu Automóvel, comete um erro no trânsito, o sorriso pode significar: “Desculpe, amigo, foi sem querer”.
Em minhas aulas digo coisas capazes de fazer corar uma estátua de mármore, mas, como falo sorrindo, o público ri comigo e não se ofende.

Pessoas sisudas terminam por absorver uma impressão azeda do mundo, pois os demais vão refletir sua fisionomia e retribuir com a mesma frieza ou antipatia.

Treine todos os dias um exercício de musculatura da face: procure erguer os músculos que se situam bem abaixo dos olhos. São aqueles que os desenhistas costumam representar com um arco sob os olhos quando desejam indicar simpatia ou felicidade. O sorriso é o nosso grande trunfo. Denota civilidade, educação, delicadeza, confiança em si mesmo... e abre muitas portas! Acima de tudo, sorrir rejuvenesce mais do que uma cirurgia plástica e é muito mais barato.


Ser livre


Ser livre é poder decidir o que te faz bem. Sem reservas, sem receios;
é poder olhar o novo como um desafio.

Ser livre é superar os medos;
é tornar sua existência descomplicada.

Ser livre é ter prioridades;
e aceitar as condições estabelecidas por você e daquilo que escolheu.

Ser livre é encarar a vida da maneira como você pode, no agora;
é entender que cada coisa vai acontecer no tempo certo.


A maturidade é sem dúvida a consequência de todas estas formas de liberdade :)


Fazer o bem sem olhar a quem :)


Dica do vídeo da aluna e amiga querida, Juliana Neves.

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